Papel da Psicopedagogia Clínica
Papel da Psicopedagogia
Clínica – parte II
De acordo com Otten (2007), o tratamento
psicopedagógico clínico é o mais indicado no caso de se tratar de um transtorno
de aprendizagem. Nesse tipo de tratamento não se trabalha com reeducação
escolar – refazendo o trabalho que é unicamente do professor. Segundo a autora,
o profissional deve trabalhar abrindo possibilidades de mudança a partir da
diferenciação, tirando a pessoa do lugar já marcado, resgatando o prazer de
aprender e tornando-o único a seus próprios olhos, aos olhos de sua família e
da escola. Psicopedagogo e paciente vão construindo juntos estratégias para um
melhor desempenho, segundo suas potencialidades e seus interesses.
Segundo Otten (2007), os recursos
são, geralmente, jogos, atividades de expressão artística, linguagem oral e
escrita, dramatização, criação de maquetes simbólicas e todo tipo de recursos
que facilitem o desenvolvimento da capacidade de aprender com autonomia e
prazer. Ao se abrir um espaço de brincar durante o diagnóstico e o tratamento
psicopedagógico, já se está possibilitando um movimento na direção da saúde, da
cura. O brincar como espaço de criação, de invenção, de produção é um espaço
constituinte da operação psíquica e isto é indispensável no tratamento das
dificuldades de aprendizagem.
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